sábado, 16 de outubro de 2010

..''Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem  ou que seus planos nunca vão dar certo  ou que você nunca vai ser alguém  tem gente que machuca os outros tem gente que não sabe amar  mas eu sei que um dia a gente aprende se você quiser alguém em quem confiar  confie em si mesmo , quem acredita sempre alcança''..
    
            Faço da música do Renato Russo as minhas palavras ..!
                  

domingo, 3 de outubro de 2010

E se...?



Não gosto dos "e se...?" desta vida. A vida é o que é. É fruto de escolhas, de erros, de lapsos grosseiros, de coisas boas, de pancadas que nos deram e que nós também fomos dando. Por mais absurdo que pareça, muitas vezes (na maioria das vezes até) batemos em quem menos merecia, mas batemos, numa espécie de expurgo egoísta. E assim chegamos ao que somos, hoje, agora, no presente. Não concebo que me digam "e se...?", porque tenho muito pouca tolerância para com o imprevisível. "E se...?" em matérias de coração muito menos. Porque a vida é uma p*ta de uma roleta russa e nunca sabemos para onde está virada a sorte.

E se o meu primeiro namorado não me tivesse dado com os pés aos 18 anos? eu estaria com aquele idiota  Mas não teria amigos, não saberia o que era ter o coração tão dilacerado ao ponto de chorar dia e noite. Não saberia que, apesar de tudo, se sobrevive a um desgosto de amor. Não aprenderia a relativizar a falta de alguém. E o mais grave de tudo é que não saberia que, aconteça o que acontecer, eu estou sempre em primeiro lugar; eu e os meus pais, que é o único amor incondicional que conheço, no matter what.

Portanto, não consigo perceber aqueles homens que, tanto tempo depois, se lembram do "e se eu continuasse contigo?". A escolha deles foi feita, no passado. Teve consequências, ponto. As pessoas avançaram, a vida deu voltas, novos participantes surgiram. Por menos resolvida , por exemplo, que estivesse a minha história com aquele rapaz que eu conheço desde os 12 anos,a não há "e se...?" que se aplique. Para mim, os "e se...?" não existem, a vida é o que é. Os esqueletos no armário são para o passado importa quem está no presente.